domingo, 3 de julho de 2011

Do luxo ao lixo

Hoje eu acordei com uma vontade gigante de observar as cores. Resolvi caminhar um pouco, mas a cidade amanheceu um tanto que cinzenta. Vi dezenas de cérebros espalhados na calçada. Que desperdício de gente, pensei. Eu queria juntá-los e tirá-los de lá. Talvez um bar, um lar, ou qualquer outro lugar.
Mas e os livros? E o Machado? E a academia? E o carro novo? Não sei, não não sei onde estão. Acho que se perderam em meio a tudo isso. É que tudo o que sinto e que vivo é assim: sem freio. Sabe? Será que eu posso cristalizar essas sensações presas em minhas entranhas?

by Nina
[imagem retirada da internet]

15 comentários:

Wenderson Cardoso disse...

Parabéns, continui nós deliciando com suas poesias.Não só as cidades, mais o Mundo as vezes pareçe cinzentos.Muitas vezes perdemos os brilhos dos olhos diante das injustiças desse mundo cão.Falta conhecimento e poesia para esse brilho voltar. Parabéns novamente por fazer sua parte, enchendo nossos olhos de brilho.
bjos, Wenderson.

Fred Caju disse...

Muito legal o seu espaço. Sobre a cristalização, acredito que a construção é mais interessante que a captura. Assim penso, não sei se assim é.... De todo modo, parabéns!

Tatiana Moreira disse...

Nossa necessidade de mudança de ver as coisas acontecendo nos faz imaginar dias melhores!
Tenha uma ótima semana!
Um beijo com o meu carinho

Régis Eleutério disse...

Surreal e inteligente.

Lili disse...

Muito legal essa sua sensibilidade com as palavras.

Mauro Henrique disse...

onde estão os por que desses por quês? Dentro de uma insatisfação, que nasce dentro do nosso “ente”(ser), dentro de nós mesmo. “Não só hoje você acorda assim”. Mas sempre que o cotidiano que te oprime te deixa insatisfeita. Com o Prédio, o carro, cabelo e até as unhas dos pés. O “ tédio com o T bem grande para você”, é assim que as vezes a vidas nós chama a atenção para que possamos dar um f5 no nosso ir e vim. Bela resenha sintetizada em versos livres. Parabéns!

Daca disse...

Olá querida!

Vim agradecer o comentário lá no blog que tenho com mais dois amigos (o chá dos três chados3.blogspot.com).
Obrigada pela visita e volte sempre que quiser
Um abraço
Daca

Roberto Borati disse...

obrigado pela visita,comentários e preferência...

um beijo!

Nara Sales disse...

Sentir está além de qualquer compreensão.

Andressa disse...

:)

hoje acordei vendo tudo sem cor.

Lili disse...

Nossa que tudo esse texto. Parabéns!

ღ Sensitivity ღ disse...

Não ando parando para observar as cores da minha vida. Mas sinto falta disso. Lindo pensamento. Beijinhos.

Késia Maximiano disse...

A inquietação faz parte do processo.

Beijo grande...

Weslley Almeida disse...

Olá, Janaína.
Essa sede da policromia na/da vida é coisa mesmo de quem não vive sem poesia...
Até.

Thalita Souza disse...

A intelectualidade do ser humano se perdeu há muito tempo,o mundo se perdeu,as pessoas se perderam,e com isso,não usam mais seus cérebros!